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Neuroma de Morton

April 13, 2015 | Dr. Paulo Barreto // Clínica Salutaris

O neuroma de Morton é uma condição médica benigna representada por uma tumoração (espessamento) dos nervos que passam entre os dedos dos pés e que forma então uma espécie de "massa" incômoda. Mais frequentemente ele aparece entre os 2º e 3º ou entre o 3º e 4º dedos do pé. Na verdade, são tumores benignos que se caracterizam por uma degeneração lenta das fibras nervosas. Essa denominação foi dada em homenagem a Thomas George Morton, professor de clínica e cirurgia da Philadelphia Clinic for Graduates, nos Estados Unidos.

 

Quais são as causas do neuroma de Morton?

As causas do neuroma de Morton não são inteiramente conhecidas. Conhecem-se alguns fatores que contribuem para a ocorrência do problema: posicionamento anormal dos dedos do pé; pé chato; joanetes; deformidades nos pés; arcos altos no pé; sapatos apertados ou saltos muito altos, etc. Essas condições em geral ocasionam uma compressão local e um estrangulamento do suprimento sanguíneo. Elas também podem ser consequências de traumatismos, fraturas, cicatrizes, bursites, cistos, excesso de corridas ou caminhadas, etc. O neuroma de Morton é mais comum entre as mulheres que entre os homens, talvez devido ao uso de saltos altos e sapatos de bicos finos.

 

Quais são os principais sinais e sintomas do neuroma de Morton?

Os principais sinais e sintomas do neuroma de Morton são: dor intensa e constante na parte inferior do pé, que piora quando os dedos são voltados para cima, como quando o indivíduo caminha, sobe escadas, dirige, faz agachamentos, etc. Essa dor geralmente inicia-se na parte anterior dos pés e irradia-se para trás. Pode ocorrer sensação de dormência no pé e sensação de choque nos dedos do pé.

 

Como o médico diagnostica o neuroma de Morton?

O diagnóstico do neuroma de Morton deve começar por uma boa história clínica e um exame físico que examine o pé e pode ser confirmado por uma ressonância magnética ou ultrassonografia de alta resolução, que ao mesmo tempo permite determinar a localização e a extensão da lesão e estabelecer diagnósticos diferenciais. Radiografias do pé não ajudam a diagnosticar o neuroma de Morton, mas contribuem para descartar problemas ósseos que podem gerar os mesmos sintomas. A eletromiografia e exames de sangue não são capazes de diagnosticar o neuroma de Morton, mas podem ser usados para descartar outras condições semelhantes.

 

Como o médico trata o neuroma de Morton?

O tratamento do neuroma de Morton pode ser feito com analgésicos e anti-inflamatórios; infiltrações de corticosteroides no pé; massagens; troca de sapatos por tipos mais confortáveis, sem saltos altos e bicos finos; uso de palmilhas; fisioterapia (alongamento da fáscia plantar e flexores dos dedos) e/ou cirurgia para retirada do neuroma. Embora nem sempre seja necessária, em casos de muita dor, a cirurgia para remover o tecido espessado é a melhor opção terapêutica. O método cirúrgico é, na verdade, a única maneira definitiva de acabar com os sintomas.

 

Como evolui o neuroma de Morton?

Os tratamentos clínicos nem sempre melhoram os sintomas e a cirurgia só consegue ser bem sucedida em 85% dos casos. É comum permanecer uma dormência após a cirurgia que, no entanto, não é dolorosa. O neuroma de Morton pode provocar dificuldades para caminhar.

 

Como prevenir o neuroma de Morton?

Como não se conhecem inteiramente as causas do neuroma de Morton, não se sabe como preveni-lo, no entanto, a utilização de calçados apropriados geralmente diminui a dor e o incômodo durante a corrida.

 

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